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quinta-feira, 7 de março de 2024

Jó, o Barqueiro e a Morte. Parte III

Fiador é quem se obriga a realizar o pagamento ou cumprimento da obrigação de outra pessoa.

Alguém que decide por vontade própria pagar ou cumprir a obrigação de uma outra pessoa.

Acredito que se algum familiar seu ou uma pessoa querida para você lhe pedisse para ser seu fiador você aceitaria, afinal de contas é alguém que você ama, certo? Mas...

E se for um estranho com uma dívida que vai além das suas possibilidades? Ou... Vamos ir um pouco além..

Você sendo filho, seria fiador de uma pessoa que está devendo o seu pai?

É estranho pensar nessas coisas, mas é aqui que revelo o objetivo de tudo o que escrevi sobre esse assunto até agora.

Promete agora, e dá-me um fiador para contigo, quem há que me dê a mão? Jó 17:3

Diante da morte precisaremos prestar contas de tudo que fizemos aqui e Jó sabia disso.

Isso era tão sério que ele pede a Deus que lhe faça uma promessa, a alma de Jó estava tão desesperada que ele busca por uma solução, ele precisa que o próprio Deus lhe dê garantias.

Ele sabe que apenas Deus pode perdoar a sua dívida e que não existe outro ser que possa lhe dar a mão, que possa salvá - lo.

Quem há que me dê a mão? 

O apóstolo Paulo centenas de anos mais tarde fez a mesma pergunta:

Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? Hebreus 2.3a

Como escaparemos do Hades, da condenação do pecado, da morte eterna se ignorarmos a nossa necessidade de sermos salvos?

Você já deve ter lido ou ouvido o texto seguinte:

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.  João 3.16

Sim, o Criador, o nosso Pai Celestial nos concedeu um fiador.


Eu quero que você entenda duas coisas nesse texto:

1 - Nem todo mundo pode ser fiador de uma dívida, o fiador precisa ser aprovado por aquele no qual a dívida é devida.

2 - Só um fiador foi aprovado pelo Pai Celestial.


Até a próxima publicação...

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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Jó, o Barqueiro e a Morte - Parte II



Promete agora, e dá-me um fiador para contigo, quem há que me dê a mão? Jó 17:3

O ser humano tem uma dívida para com o seu Criador. Sabedor disso o homem em seus pensamentos e filosofias criou várias crenças em uma tentativa de pagar essa dívida.
Algumas pessoas acreditam que podem quitar a sua dívida com o Criador através da expiação de pecados por meio de um processo de reencarnação, outros acreditam que podem garantir passagem direta para o céu sendo fiel ao cumprimento e as ordenanças de seu credo.

Afinal que  dívida é essa que todos precisam pagar?

Deus criou o mundo e todas as criaturas que nele há, inclusive o homem. O Criador em sua infinita bondade fez um jardim, o melhor jardim de todos, o Éden, ali Ele colocou o homem e a mulher para cuidar desse jardim.
Deus estabeleceu limites para toda a criação. Ele criou o dia e a noite, criou a porção seca e a porção molhada, fez limites para a expansão dos Céus e das Águas e estabeleceu limites para o homem:

"...mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’" Gênesis 3:3

Se você parar pensar um pouco sobre os males que sofremos na nossa sociedade, você perceberá que eles são causados por nossa desobediência, pois não respeitamos esse limites. Vou dar aqui o um exemplo bem simples:

Roubar uma pessoa é crime certo? Vamos supor que não exista lei dizendo que roubar seja um crime. O que aconteceria se você pegasse algo de alguém sem o consentimento dessa pessoa? Tal pessoa com certeza iria brigar com você porque ela é dona daquilo que você pegou, e mesmo que não exista uma lei escrita, essa pessoa irá brigar com você porque ela quer o que é dela de volta. Logo pegar algo que não é seu de outra pessoa é romper um limite, é desobediência e pode causar danos irreparáveis.

Bem, o homem desobedeceu a Deus e essa desobediência gerou uma dívida para com o Criador.
Por causa da desobediência estamos contaminados pelo pecado. As reencarnações não  podem pagar essa dívida porque cada vida vivida nos gerará mais pecados, a caridade exercida aqui não é suficiente para anular a multidão dos nossos pecados.

" Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, pois o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre" Salmo 49: 7 e 8

Não é possível para o homem salvar a si mesmo, e é por isso que Jó pede por um fiador.

Fiador é quem se obriga a realizar o pagamento ou cumprimento de obrigação de outra pessoa.

Em outras palavras fiador é a pessoa que pagará a sua dívida caso você não pague ou não possa pagar.

Eu quero que você entenda duas coisas nesse texto:

1 - O homem não pode pagar a dívida do pecado.

2 - Existe um Fiador que se dispôs a pagar essa dívida por nós.

Até a próxima publicação...

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Jó, O Barqueiro e a Morte.

Uma das maiores perguntas que nós fazemos para nós mesmos é: Para onde iremos? Que destino terá a nossa alma?
O homem pensa nessa questão desde dos tempos mais antigos.
Essa semana eu estava lendo Jó e me lembrei de uma figura da mitologia grega, O barqueiro.

O barqueiro sem dúvidas é uma tentativa de responder tal questão:
Para onde iremos nós?
Segundo a Mitologia Grega, após a nossa morte precisaríamos pagar ao barqueiro uma certa quantia para que ele faça a travessia da nossa alma no Hades, caso contrário ficaríamos agonizando durante 100 anos esperando chegar a outra margem do rio.
Por isso que em algumas civilizações se colocava moedas na boca do defunto.
E por que eu estou aqui falando tudo isso para vocês?
Muitos falam sobre a integridade de Jó, sobre ter a paciência de Jó ou sobre ter a prosperidade que Jó tinha, mas poucos falam sobre como Jó olhava para morte.
Certo dia os amigos de Jó foram conversar com ele, e na cabeça deles Jó  estava sendo castigado por Deus.
Jó insistentemente dizia aos seus amigos que não, que não era castigo, mas sim a vontade de Deus, porém os seus amigos se recusavam acreditar nisso.
Afinal de contas se eles adimitissem que Deus permitiria tamanha dor na vida de um homem sem que ele tenha feito nada para merecer, significaria dizer que tal coisa também poderia acontecer com eles.
Mas vamos voltar a figura do barqueiro, afinal de contas, que proveito teriam essas moedas, o que ele compraria com elas, qual a finalidade do barqueiro juntar riquezas?
Como eu disse no início do texto, essa história do barqueiro é mais uma tentativa de resposta para a grande questão: Qual destino terá a sua alma?
O homem diante de tal questionamento criou várias filosofias e religiões para responder essa pergunta, e uma delas é de que podemos de alguma forma comprar um lugar no céu.
Os amigos de Jó de certa maneira acreditavam que as suas boas obras e obediência eram o motivos de serem recompensados pelo Criador, e ainda hoje muitos vivem acreditando de que é possível comprar um lugar no céu, seja com dinheiro ou com caridade.
Mas Jó meus amigos, não pensava assim, Jó tinha plena consciência da soberania de Deus e tudo o que acontecia no Universo era controlado por Deus.
Jó sabia que ele era apenas pó e de que necessitava da graça de Deus.
É verdade que existe um preço a se pagar, é verdade que nós criaturas temos uma dívida com o nosso Criador.
Saber que existe uma dívida a ser paga após a nossa morte é uma parte da resposta para a nossa pergunta, então a ideia de que precisaríamos pagar o barqueiro para atravessar a nossa alma no Hades não é toda errada, o problema aqui é que o pagamento está sendo feito de forma errada e para a pessoa errada.
Eu quero que você entenda três coisas nesse texto:
1 - Não é possível comprar um lugar no céu, seja com dinheiro ou com caridade, mesmo que você dê todo o seu dinheiro aos mais necessitados, você não entrará no céu.
2 - Não existe outro deus além do Criador de todas coisas, nosso Pai Celestial, portanto o barqueiro não é um deus, é apenas mitologia, uma invenção humana.
3-  A coisa mais importante que você precisa saber neste texto é: existe uma dívida e ela precisa ser paga.

Próximo: Jó, o Barqueiro e a Morte - Parte II