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quinta-feira, 30 de junho de 2022

13 - Diante do Rei do reis.

 - Você cantou maravilhosamente bem Natasha! Vamos repetir essa mesma música amanhã, tenho certeza que aparecerão pessoas aqui querendo ouví - la novamente.

- Amanhã? Impossível! Amanhã é o nosso dia de folga e eu e a Louise já temos planos para o nosso dia.

- Isso mesmo, e você querido Charles, não está convidado. Agora pare de atrapalhar a gente pois ainda temos muita coisa para limpar.



Louise ofereceu um pano para que Charles as ajudassem na limpeza, mas o entusiasmado e galante cantor saiu de fininho.

- Poxa Louise não precisava ser tão dura com ele. Se não fosse pelas cantorias dele aqui, nossa hospedaria não estaria tão cheia.

- Já percebi que trabalho duro não é com ele.

As meninas sem empenharam na limpeza, sabe como é quanto mais rápido terminassem o serviço mais cedo poderiam descansar.

Durante esse tempo Natasha cantarolava uma música ou outra deixando o trabalho um pouco mais leve e divertido. Ela e Louise sempre arrumavam um jeito de tirar o melhor de qualquer situação. A amizade entre elas era admirável.

- Psiu... Natasha.

- Charles? Você já não devia estar dormindo.

- Sim eu até tentei... mas não consegui deixar de pensar nas coisas que poderíamos fazer juntos, digo, nas musicas que poderíamos cantar.

- Ah não sei Charles... não posso me dedicar a isso, tem muito trabalho na hospedaria e não posso deixar o serviço todo nas costas da Louise.

- Mas... talvez a nossa apresentação em dueto trouxessem mais hospedes para cá e isso geraria mais dinheiro e vocês teriam condições para contratar alguém pro serviço pesado.... Em fim.. não quero sonhar muito alto, mas pense no que estou te falando.

- Não sei Charles... não sou uma artista, mas prometo que vou pensar a respeito. Boa noite.

terça-feira, 31 de março de 2020

11 - Diante do Rei dos Reis.

Tudo ia bem na estalagem e todos os hospedes estavam contentes, o senhor Pablo estava muito feliz com o lucro que estava obtendo, tanto Louise quanto Natasha eram esforçadas e davam tudo de si no trabalho.


Certo dia um dos hospedes pegou o seu violão e começou a tocar e a dançar pelo salão, a noite foi bem animada e todos amaram as canções, muitas pessoas começaram a entrar na estalagem pelo que se ouvia do lado de fora e é claro mais dinheiro eles lucravam. Percebendo isso o senhor Pablo resolveu contratar o hospede como músico e assim a hospedagem deixou de ser apenas um lugar para viajantes ou um local para dormir, passou também a ser um lugar de entretenimento no vilarejo.
Certa manhã Natasha estava limpando um dos quartos e ia cantarolando uma canção, durante a limpeza ela começou a ouvir um som de violão, quando ela parava de cantar o som parava também, quando começava a cantar novamente o som acompanhava. Para a sua surpresa de o músico estava no corredor a observando.

Charles era um homem muito simpático de palavras doces, de fato ele era uma pessoa muito divertida e conseguia arrancar sorrisos de qualquer um. Não foi muito difícil para ele conseguir a simpatia de todos na estalagem, tanto hospedes como os funcionários.
Ele sempre estava cercando as meninas pelo corredores, estava sempre disposto a ajudá-las, carregando alguma sacola pesada ou indo com elas ao mercado.

Louise e Natasha estavam cada vez mais distantes, os passeios ao rio não eram os mesmos, pois Charles sempre estava com elas. Alguns problemas começaram a surgir no empreendimento, Natasha e Louise não eram mais tão unidas.

domingo, 8 de abril de 2018

10 - Diante dos Rei dos Reis.

E os hóspedes chegaram, sim eles chegaram! Boa comida, boa cama e simpáticas garotas no atendimento, quem não ficaria hospedado nessa estalagem?
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Tudo ia bem na vida de Natasha, tinha uma ocupação, ganhava um dinheirinho e conhecia pessoas novas a todo momento. As tardes no rio com Louise no rio eram maravilhosas, elas conversavam sobre tudo e se divertiam com as histórias malucas de seus hóspedes.

O coração de Natasha parecia ter se curado com a nova amizade, era verdade que a sua história passada estava esquecida, aliás Natasha tinha a incrível habilidade de esquecer todo o seu passado.
Quando  Louise perguntava sobre a sua história, Natasha sempre respondia com metáforas, isso deixava Louise preocupada, mas ela não insistia pois não queria trazer a memória de sua amiga lembranças ruins.

Certa manhã as inseparáveis amigas foram juntas ao mercado do vilarejo, um boato estranho agitava as pessoas naquele dia. Circulava uma notícia que bárbaros estavam destruindo os vilarejos, matando pessoas e levando crianças como escravas.

De fato era uma notícia muito preocupante, porém todos acreditavam ser notícias de lugares distantes que dificilmente tal barbaridade perduraria por tanto tempo.
Louise se mostrou bastante preocupada com a notícia, porém Natasha preferiu não dar importância aos boatos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

9- Diante do Rei do Reis.

A estalagem precisava de muitos reparos, ia dar muito trabalho colocar aquele lugar para funcionar novamente, então mãos a obra.

Esforço físico para cansar o corpo e trabalho para ocupar a mente, algumas pessoas podem pensar que esse é um santo remédio para curar as feridas do coração. Será?


Pablo era avô de Louise, os dois vivem juntos desde da morte dos pais de Louise em um acidente. Pablo era um senhor muito simpático, esbanjava alegria e muito pacificador. Louise era mulher encantadora, gentil e carinhosa.

Natasha e Louise criaram um laço de amizade muito forte, dividiam as tarefas, faziam piquenique no rio, estavam sempre juntas para o que der vier. De fato Natasha havia achado uma nova família.

Tudo pronto, reparos feitos, quartos arrumados, dispensa abastecida  e agora só faltam os hospedes.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

8- Diante do Rei do Reis.

Bem o que adianta ficar em lugar chorando por coisas passadas? O jeito é seguir a estrada afinal a vida é uma estrada a ser percorrida mesmo.

Fonte imagem: http://wallpapersok.com/pt/pictures/123364/version/4288x2848
Ela então monta o seu cavalo e segue... Lógico que Natasha não tinha menor noção de onde estava, mesmo passando por vários vilarejos, ela não se sentia motivada a ficar em nenhum deles.

Foi assim alguns dias andando de vilarejo em vilarejo e acampando à noite, Natasha não buscava a companhia de ninguém sempre procurava estar só, era como se estivesse como medo de novas decepções, evitando pessoas conseguiria então evitar frustrações.

Era primavera, os pássaros cantavam e as cores das flores alegravam a paisagem, porém nada era suficiente para alegrar o coração de Natasha. Um dia no meio do seu caminho aparece um simpático senhor com a sua neta, os dois estavam indo em direção a uma pequena estalagem antiga da família que não funcionava há muito tempo, e como o local onde moravam as coisas estavam difíceis decidiram retomar o negócio. Natasha não tinha para onde ir ou o que fazer, então emprestou o seu cavalo aos dois e prosseguiu na viagem com eles.

Bem a primavera não foi o suficiente para alegrar o coração de Natasha, mas quem sabe novas amizades consigam ajudá-la a superar as decepções passadas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

7- Diante do Rei do Reis.

Furiosa em sem pensar direito na decisão que tomaria, Natasha arruma as suas coisas em uma pequena trouxa. Ela então aguarda que os homens saiam do estábulo, cela o seu cavalo e sai cavalgando sem rumo, sem destino.


Natasha não iria ficar ali para ser abandonada, ela não iria esperar por um adeus, aquele homem nunca saberia o motivo da sua partida ou veria uma gota se quer de suas lágrimas.

Pra onde, para onde irei? Segue Natasha em seu cavalo, por qualquer estrada, por qualquer trilha. Em sua viagem Natasha não fazia escolhas de por onde passar, basicamente o seu cavalo era quem andava por onde queria, os pensamentos de Natasha eram todos para o viajante. Ela não se importava com nada a sua volta, com as pessoas que passavam, o caminho percorrido, se seu cavalo tinha sede ou fome, ela mesmo não comia, bem ela não se importava mas o seu cavalo...

Sim, ele sim, o danado parou e dali não sairia, como quem dissesse, oh eu quero comer , beber e descansar... meio que obrigada Natasha providencia o que comer para o fiel escudeiro e se deita no chão ao relento, já era noite...

Nada como uma noite de sono para recuperar o ânimo ou pelo menos parte dele, Natasha acorda.

Onde estou? O que eu vou fazer? Na sua trouxa não havia comida, não haviam muitas coisas, só roupas, um pouco de dinheiro e panos... Ela não tinha pensado no que estava fazendo, simplesmente agiu pela raiva e pelo ódio, sentimentos estes que não são boas companhias.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

6- Diante dos Rei dos Reis.

Tudo ia muito bem na estalagem do sr. River, estava quase tudo preparado para a chegada da primavera faltando poucos detalhes. Natasha não sabia ao certo o que lhe aconteceria, tudo o que ela queria era estar ao lado do seu amor, apesar de não ouvir juras de amor vindas da parte dele, ela acreditava que após a aquele tempo na estalagem ambos permaneceriam juntos. Entre os afazeres Natasha ficava sonhando com uma possível vida a dois e na sua mente fazia vários planos.

Certa manhã, ao se levantar ela percebeu que seu amado havia levantado mais cedo, ela achou um tanto estranho afinal ele sempre acordava mais tarde. O sol ainda não nascera, estava começando a despontar a luz no horizonte, o ar ainda estava frio porém não havia mais neve pelas estradas.
Um som. Natasha então caminha lentamente até o fundo da estalagem de onde vinha o barulho, ela caminha silenciosamente pois não queria ser notada, o som era uma conversa entre o viajante e sr. River:
- Parto logo, logo preciso retornar a Wonderland para comprar mais mercadorias.
- Ah coitado de mim, já estava acostumado com o toque feminino da sua mulher por aqui.
-Não precisas ficar preocupado, pois eu não a levarei, não tenho intenção de amarrar a minha a vida com alguém tão cedo, fique com ela e com o cavalo, até porque ela não tem para onde ir.

O viajante prosseguiu na arrumação do seu cavalo e da sua carroça.

Nesse momento o coração de Natasha estava queimando como fogo, um nó na garganta, um aperto no peito, lágrimas rolavam, ela não podia acreditar.  Ele iria embora e a não levaria...

terça-feira, 22 de março de 2016

5 - Diante do Reis dos Reis.

Nessa altura do campeonato Natasha nem pensava mais no seu vilarejo, afinal, ela foi salva pelo seu Príncipe Viajante, o seu salvador, o homem da sua vida.
Em fim nossos aventureiros chegam a estalagem, por lá irão ficar hospedados até o inverno passar.

Fonte: http://atouchofpeony.com/?p=267
O viajante negociou com o dono da estalagem como poderia se dar a paga pelos serviços. Natasha passaria a trabalhar na limpeza do lugar e ele ajudaria nos serviços pesados e nas tarefas relacionadas a administração do lugar, como a compra de mercadorias e movimentação de estoque. Para o dono da estalagem foi um negócio justo, uma vez que ele precisaria de mão de obra para a manutenção do estabelecimento, quando primavera voltar a cidade ficará cheia de visitantes e muitos clientes aparecerão.
Natasha estava radiante, tinha um lugar onde ficar, não lhe faltava comida e estava tudo perfeito.
Ela não se preocupava com nada, afinal tudo o que lhe era necessário, lhe era providenciado, não lhe faltava nada, estava definitivamente encantada com o seu amor, homem bom, gentil e zeloso, ela lhe devia a vida. O destino os juntou, tudo agora era um sonho, tudo agora era um conto de fadas.


Trabalho pelo dia e a noite doces beijos e canções, sim, Natasha já caiu nas graças do viajante, nada como um bom vinho para se ter coragem, não é mesmo? Jogada na estrada, agonizando de frio, ele, o viajante, a salvou, dividiu com ela a sua comida, lhe deu abrigo, ouviu as suas queixas, como não se apaixonar? Ele poderia a ter deixado morrer e ter ficado com o seu cavalo mas não... ele a salvou, ele é um homem bom, com certeza ele é.


Mas a primavera se aproxima... e o inverno se findará.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

4- Diante do Rei dos Reis.

Aquelas palavras foram afáveis para Natasha, afinal de contas, ela encontrou alguém que a compreendia, não bastava o viajante ter salvo a sua vida, ele também era tão compreensivo. A noite chegará e ainda tinha muita estrada, mas como Natasha conseguiria dormir após ter tido um dia com tantas surpresas, ela de fato estava encantada com aquele homem, apesar dos inúmeros pensamentos a respeito do viajante o cansaço a venceu e Natasha conseguiu dormir, e como em um segundo, amanheceu.
Ainda faltam dois dias para chegar ao vilarejo mais perto, algumas coisas preocupam o viajante, como por exemplo a comida para os animais, a periculosidade da mercadoria e também a comida para si próprio. O viajante estava preparado para apenas uma pessoa e um animal, com o resgate de Natasha, a suas provisões foram reduzidas pela metade.
Fonte - http://einmalistkeinmal.blogspot.com.br/
O inverno estava cada vez mais rigoroso, o ar cada vez mais seco, essas condições são ruins para os animais que estavam fazendo esforço puxando a carroça, no meio do caminho foi necessário usar o cavalo de Natasha, para continuar o trajeto, uma vez que esse já estava mais descansado.

A viagem foi silenciosa, devido ao frio Natasha ficou o tempo todo dentro da carroça, só saiu para ajudar com os cavalos, o dia estava sendo muito difícil e o viajante parecia muito estressado e para piorar a situação, começou a ventar. Com a tempestade o viajante precisou parar um pouco mais cedo do que o previsto, dessa vez ele usou a tenda para cobrir os animais, foi necessário retirar algumas coisas de dentro da carroça para abrir mais espaço para que ele também pudesse se abrigar, naquela noite não foi possível comer uma sopa, pois não tinha como e onde acender uma fogueira, ambos comeram os restos da sopa de ontem, fria mesmo.

Com fome e com frio, como sobreviver a noite, bem todo viajante sempre anda com uma garrafa de vinho para se esquentar ou fazer companhia, só que naquela noite ele tinha mais do que uma garrafa de vinho para acompanhá-lo.



terça-feira, 27 de outubro de 2015

3 - Diante do Rei dos Reis

O corpo de Natasha não estava muito longe da rota principal, sorte dela, pois caso contrário provavelmente ela morreria naquele lugar, afinal as pessoas quando viajam no inverno sempre ficam na rota principal, como Natasha era inexperiente em viagens com certeza nem passou pela sua cabeça tal cuidado.
Ao abrir os olhos a primeira imagem que Natasha viu foi a do seu cavalo amarrado na carroça, ela respirou então aliviada. Após perceber onde estava a mesma tentava visualizar a pessoa no qual estava conduzindo a carroça, o viajante. Ela então segue para parte da frente ao lado do viajante para agradecê-lo por ter salvo a sua vida, o viajante por sua vez demonstra está muito preocupado e pede para que a mesma retorne ao interior da carroça e se mantenha agasalhada. Logo, logo eles parariam e poderiam conversar com mais calma.
O viajante era um homem muito bem afeiçoado e de bom porte, trafegava por aquela rota por muitos e muitos anos, mas naquele ano especificamente ele estava atrasado em algumas das suas entregas. Por mais atrasado que estivesse o mesmo não iria cometer a loucura de ficar a noite viajando, pois durante a noite o frio era mais intenso, então o viajante parou em uma ruína que aparentava ter sido uma casa, para poder passar a noite e alimentar os cavalos.
-Tem alguns legumes e carne nessas caixas, prepare a comida, disse ele.

 Ela prontamente pegou as caixas para preparar a refeição, enquanto o viajante cuidava dos animas e estendia a tenda que os abrigaria durante a noite.
Cavalos alimentados, tenda arrumada, hora de comer. Natasha com certeza não era boa cozinheira, mas qualquer coisa quente naquele inverno era um manjar! O viajante era um homem calado, de modo que Natasha não sabia como iniciar uma conversa, ela o olhava meio de lado pensando, tentando entender quem era aquele homem, admirava os seus traços, a cor do seus olhos, em fim ela o observava.
Então o viajante interrompeu o silêncio, queria saber porque Natasha se encontrava caída naquele estado na estrada, no inverno e sozinha. Ela abaixou a cabeça envergonhada  respondeu todas as perguntas do viajante.
Natasha estava pronta para ouvir um esporro, um puxão de orelhas, mas não, ao invés disso:
-Ah eu também sai da minha cidade natal, percebi que lá não era o meu lugar.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

2 - Diante do Rei dos Reis

E os dias estavam mais difíceis afinal de contas Natasha pensou que poderia viver a sua vida sem ajuda de ninguém, pensou que viveria grandes aventuras, conheceria pessoas, lugares e culturas. Nunca passou pela sua cabeça morrer de fome e frio em uma floresta, embora todos falassem de quão perigoso era a floresta e de que muitos já haviam se perdido por lá, Natasha ainda assim decidiu se arriscar.


 Com fome, cansada, cheia de culpas e remorsos Natasha continuava caminhando, seu cavalo por incrível que pareça ainda estava de pé, mas isso não seria por muito tempo, ela sabia que sem água e sem um lugar quente para se abrigar em breve poderia perder o seu cavalo e a sua vida também. A cada passo a esperança de encontrar alguém, a cada passo um simples desejo a consumia,  quem sabe uma sopa bem quentinha, não precisa ser muito só um pouquinho já bastaria. E no meio do caminho sem ter forças mais para segurar em seu cavalo, ela caiu no chão, e quase desmaiando ela vê o seu cavalo correndo no meio da neve partindo a deixando só.
Nada mais então tem importância, ela dizia, vou ficar aqui e me entregar à morte.
 O inverno era muito rigoroso naquele país e ele mau começara, quando Natasha saiu do seu vilarejo as folhas caiam ao chão formando um lindo tapete alaranjado, o lugar onde Natasha cresceu sempre foi muito frio, não era um país de temperaturas altas, era quase sempre frio, nublado ou chuvoso, talvez por esse motivo Natasha tenha esquecido o quão perigoso era fazer um viagem longa próximo ao inverno, mas... para algumas pessoas... 
 Um viajante! Sim um viajante, por incrível que pareça passava naquele lugar, isso tudo porque o mesmo tentava pegar o cavalo que parecia ter abandonado Natasha, cavalo este, que guiou aquele homem até o corpo gélido da sua dona.


Aquele homem, era um negociante que andava de cidade em cidade, vivia a vida tentando juntar fortuna, mas nunca conseguia, pois sempre buscava o jeito mais fácil de conseguir as coisas. Ao ver o corpo de Natasha no chão a primeira coisa que fez foi procurar pertences valiosos e nada achou, mas por algum interesse ainda não revelado o homem a pegou em seus braços e a levou até a sua carroça e dali partiu em direção a mais um vilarejo.


domingo, 13 de setembro de 2015

1- Diante do Rei dos Reis.

Natasha era uma menina sonhadora, e queria viver muitas aventuras. Para ela não tinha tempo ruim fazia tudo que dava na cabeça e mais um pouco. Não ligava muito para superstições e para conversas e histórias dos antigos, achava que determinadas história eram apenas invenções para colocar medos nas pessoas, e de fato algumas eram mas outras não. Você podia falar qualquer coisa para Natasha, mas nunca poderia falar que ela era incapaz de fazer algo.

Um dia Natasha estava entediada com a vida que levava no vilarejo nem os passeios à cavalo estavam mas lhe agradando, as pessoas viviam dizendo " menina você precisa ter uma ocupação" ou "você é uma garota tão talentosa porque não nos ajuda no vilarejo?" Definitivamente Natasha não queria fazer nada que a prendesse naquela vila, ela achava que as pessoas de lá não sabiam viver, ela não queria aquela vida sem graça. Desinteressada de tudo e todos, Natasha decidiu fazer uma viagem e conhecer outros lugares, outras pessoas e outras culturas.

Fonte: http://www.sinaldafenix.com.br/


Montou no seu cavalo e saiu galopando sem destino...
No início tudo era flores, dormir na floresta com o céu estrelado, quantas paisagens maravilhosas, todas de tirar o fôlego, qualquer pessoa se daria por satisfeito com tudo que Natasha já havia experimentado, mas não, essa garota queria mais! E mais longe ela foi, foi pra tão longe, tão longe que já lhe era impossível voltar.
Foi então que percebeu que não sabia mais onde estava, ela estava perdida e sozinha.

Fonte: http://blogdaflorestamundial.blogspot.com.br/


Agora não dá mais para pensar em aventuras ou em conhecer lugares, mas sim em como sobreviver pois o inverno chegaria e como resistir ao inverno sem a ajuda dos outros?